Provérbios à moda salomônica I

  1. A faca de ouro destroça a espada de prata, mas o gládio de bronze com ambas arrebenta.
  2. Como vento sobre o roseiral, assim é a respiração do justo quando tomado de cólera.
  3. A gargalhada do iníquo, a risada do gentil e o sorriso do justo: água da mesma fonte.
  4. Como um pequeno buraco no casco de um grande barco, assim é a nódoa no espírito do príncipe.
  5. Brasa vermelha na língua do falador é o boato que dele se espalha.
  6. Como águia cega no alto da montanha, tal é o homem de ciência sem sabedoria.
  7. Como fonte de água salobra que engana a semente, tal é a língua do astuto que do engenho das suas palavras persuade o símplice.
  8. Mais alto que a montanha mais alta é o pensamento do homem cujo pensamento é seu trabalho.
  9. No caminho escuro e vazio encontraram-se a tocha, a lâmpada e a fagulha. Qual delas é a maior?
  10. O rico e o pobre trabalharam juntos durante toda a ceifa. Assentaram-se, depois, numa mesma mesa. Um pão da flor da farinha para o rico e um pão de cevada velha para o pobre. Ambos se fartaram.

Autor: Dayher Giménez

28 de abril de 1989, A.D.: nasci. Desde então, penso. Pindoramense e granadino, paulista e andaluz, brasileiro e espanhol. Neto de imigrantes e exilados por três costados (espanhol, austríaco e italiano) e brasileiro da gema por um costado (a tríade miscigenária da Terra de Santa Cruz). Graduado primordialmente em História pela antiga Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras de Catanduva e em outras “coisas” — a grande palavra medieval! — da universitas magistrorum et scholarium. Em religião, cristão reformado. Em política, conservador libertário. Em futebol, palmeirense. Eis os crivos básicos. Ouso escrever sobre aquilo que me chama a atenção.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *