Eu, arvrinha

Esconde-te do mundo.
Faz-te comportado e mudo
Como a árvore que solitária
É agora a chama mais fraca na fogueira.
Regula a seiva da tua madeira
E sê, como quiseres, o rei da eira.
Se te querem cortar e usar,
(Galho e graveto,
Tronco e raiz),
Não dês aos maus
O fogo dos teus ossos
E o calor da tua alma.
Resiste na fornalha,
Porquê contigo,
Entre a brasa e a labareda,
Caminham o Jardineiro,
O Lenhador e o Carpinteiro.

Autor: Dayher Giménez

28 de abril de 1989, A.D.: nasci. Desde então, penso. Pindoramense e granadino, paulista e andaluz, brasileiro e espanhol. Neto de imigrantes e exilados por três costados (espanhol, austríaco e italiano) e brasileiro da gema por um costado (a tríade miscigenária da Terra de Santa Cruz). Graduado primordialmente em História pela antiga Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras de Catanduva e em outras “coisas” — a grande palavra medieval! — da universitas magistrorum et scholarium. Em religião, cristão reformado. Em política, conservador libertário. Em futebol, palmeirense. Eis os crivos básicos. Ouso escrever sobre aquilo que me chama a atenção.

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