Esponjas de sol — XXXVII

  1. Aprende, todo santo dia, a cortar as pequeninas amarras que se vão enraizando bem devagarinho, tiquinho por tiquinho, no teu coração. Se permites que o teu maior sentimento seja presa dos teus afetos menores, se assim deixas o que é passageiro deitar a mão suja sobre aquilo que em ti é puro, se consentes que cresça contradição à força de sedução sorrateira quando mais e mais deveria a coerência fulgurar em teu espírito; se assim ages, oh homem, como lograrás cingir nesta existência a verdadeira felicidade e no além a vida que é alegria eterna? Aprende a libertar-te destes grilhõezinhos que, ao cabo dos dias, serão para ti um calabouço: coração esganado, louco e desencaminhado, sucumbente ao mundo e aos deleites mais efêmeros. Vide cor tuum!
  2. Coincidências não existem. Na vida, esta nossa vida sobre o planeta, tudo é incidência da mão ordenadora de Deus. Nada é acidência dum acaso cego e mecânico com suas causas e efeitos subsidiários — tão desconhecidos quanto despropositados. Então, quando tu te perguntares “por que?”, mesmo que não seja possível distinguir um qualquer sentido racional para o fato que te molesta a consciência, sabe isto: o Senhor, o Deus Todo-Poderoso que nos formou do quase etéreo pó da terra, trabalha para enxugar dos olhos toda lágrima. E quão sólidas são nossas lágrimas! Em tudo, para todos, há um propósito (uma purgadora intenção salvífica) a ser cumprido. É a Graça, soberana Graça!
  3. Byron, aquele grande poeta, escreveu desde o estábulo do seu coração que “but the test of affection’s a tear” / “mas o teste da afeição é uma lágrima.” Belo verso, mas enganado verso. Pode-se chorar por qualquer coisa — na ira ou no amor, na dor ou na cólera, na alegria ou na desgraça, no positivo ou no negativo. Mas sorrisos, mas um sorriso!, só se pode dar, só se pode transparecer na face perante o mundo, quando a afeição é sincera e, então, é de fato afeição. A prova melhor do carinho é um sorriso, porquê facilmente consegue-se discernir (pela curvatura dos lábios, pelo rubor das bochechas, pelo tencionamento da pele, pelo estado dos olhos…) o que verdadeiramente sai da alma daquilo que amarelamente uma postura social introjetada na psiquê obriga por na cara. A lágrima é líquido vazando da biologia corporal, esteja o espírito como estiver. Enganar-se acerca da natureza fontanal duma lágrima é facílimo. O sorriso, no entanto, nasce dum estado bruto e puro e muito específico do espírito humano; não se dissimula, por mais que teatralmente se tente.
  4. Durante o processo de amadurecimento (de aperfeiçoamento real para esta vida), com todas as suas tentativas e erros e acertos, nós sempre nos machucamos uns aos outros. Ferimos e somos feridos, mesmo querendo acariciar. Sangramos o outro, que também nos sangra. Um coração canibaliza outro coração por pura inépcia, por falta de jeito, por despreparo, por criancice geniosa. Então, de ferida em ferida e depois de cicatriz em cicatriz, nós um dia acordamos conscientes do turbilhão de causas e efeitos que gerem o mundo do outro. Assim, concluímos nossa questão: já não há muito o que fazer, senão tentar não repetir os mesmos erros. Amadurecemos, pois.
  5. Todos nós, pouco ou muito sinceramente, somos montadores de quebra-cabeça. Os outros são nossos quebra-cabeças. As mulheres, sobretudo, são dificílimos quebra-cabeças. A gente se achega à “grande mesa das montagens”, o palco da consciência onde interpretamos o mundo e o mundo dos outros, e, com as peças que as pessoas nos vão disponibilizando a esmo e aleatoriamente (aos gritos e aos silêncios, aos berros e aos sussurros, com gestos miúdos e espalhafatosos, em hecatombes e vácuos), tentamos montar a imagem, a figura, o símbolo, o significado, enfim; aquele complexo “ideo-imagético” que quer assim nos dizer aquilo que não foi explicitamente dito. Toda mensagem muito séria que não se quer tornar completa e evidente a quem ela se destina acaba quebrada em cacos, atirados como pedras ou espalhados como a trilha de pães de João e Maria. E os cacos, como ciscos ou como lascas, nos caem nos olhos de dentro (o coração) e nos olhos de fora (a mente). Enigmas e sombras que compomos, pedaço a pedaço: tudo “sotto il velame” não dos versos estranhos, como diria Dante, mas sob o véu das “azioni strane”, das ações estranhas. Tudo muito cansativo, mas muito rotineiro e permanente. Fadigoso ofício: montar quebra-cabeças, humanos.
  6. Duas vidas freqüentemente se emparalhelam e assim devem permanecer por toda a vida: pararelas, lado a lado, caminhando numa mesma trilha fraterna; sem se cruzarem e então se fixarem numa intersecção de destinos unidos para serem existencialmente “uma só carne”. Há distâncias, de perto e de longe, que foram feitas para um mútuo auto-aperfeiçoamento que de modo algum — por mais que a diferença seja sútil — se confunde com mútuo aperfeiçoamento. Relutância, melancolia, frustração e alguma tristeza surgem, mas é assim que as coisas (Deus o sabe!) são e estão organizadas para o nosso bem.
  7. De vez em quando, aquele menino de cinco aninhos que eu fui há vinte e quatro anos passados aparece, com o dedo levantado e bem apontado para o meu nariz, e passa pito sem cerimônia: “E então, Dayher, o que é que você está fazendo com a minha vida, seu moleque existencialista?” Machado de Assis tinha razão, e lá está ela bem inscrita como título num capítulo do seu Brás Cubas: “O menino é o pai do homem.”
  8. Um olhar não olha outro olhar. Os olhos assim olham-se como espelhos que se refletem. Donde a luz? Qual caminho percorre o facho, a linha cintilante de duas íris, o élan da mirada de dois corações? Um olhar para outro é lúmen e também uma labareda cegal: se a um tempo liberta das trevas, noutro é densa escuridão capaz de tolher qualquer apelo, luminescente ou não, da razão. Estes faróis que antigamente guiavam naus em calmaria e tempestade; estas fogueiras diante do sol e das luas, estas córneas, apontam para portos e altares, para pedidos e promessas, para juras e confidências. Que é um olhar? Que são dois pares de olhos justificando-se em silêncio? Olhos olham outros olhos. E apenas no relance, o instante pequenino em que o ângulo de intersecção arranca das cavernas das retinas o extremo clarão do amor, apenas neste relance pouco mais que instantâneo, uns olhos ficam sabendo que outros olhos existem em si mesmos, porquê, sabei vós, na maior e mais larga medida do tempo disposto, eles lá estão ocupados no ofício hipnótico de olhar, de olhar e olhar, mas não de ver o próprio olhar. O olhar, os olhares, são qualquer coisa acima da biologia do globo ocular. O olhar, os olhares, são aquela íntima visão-de-além-corpo que Adão e Eva compartilhavam entre si quando ainda não se percebiam nus. A alma, a alma enxerga.
  9. Quem mente no pouquinho, mente no montão. Mente no pequenino? Mente também no grandão! As minúcias e pormenores da vida desenham suas grandes estruturas. Impossível ser verdadeiro no principal e no superior se se é falseado no subsidiário e no inferior. És amante da verdade, custando o que custar?; da verdade libertadora, doendo como doer? Então, teus lábios não provam a mentira no menor detalhe, porquê tudo é curva e linha no maior entalhe. Anota, recordando do nono mandamento.
  10. Entranha-te na realidade. Cria raízes nas coisas como elas são. Esquece e dá cabo de ilusões pueris, de ventos vãos que cintilam desejos em oásis também miragens. Apega-te à terra, que é como é e está como está. Apega-te àquela sensação superior da qual és capaz de perscrutar a origem — o amor. Destrói as baixas impressões que apenas impressionam, e cujas raízes pairam solitárias plantadas no éter das emoções, no nada comovente — a paixão. Procura a solidez da permanência, da estabilidade da coluna ereta diante da sordidez mundana, da dignidade espiritual que vem com o bipedismo. Entranha-te na realidade porquê a vagueza cai bem apenas ao mar, porquê “quizás, quizás, quizás” apenas comovem os tolos e os insonsos, porquê o homem foi formado da terra, máxima realidade…
  11. É grande quem vive no mundo e para o mundo aquilo que se vive no íntimo silencioso da própria consciência. É grandeza, grandeza libertadora, que uma alma consiga se despir das aparências, das futilidades, das mascaradas supérfluas que revestem as personas sociais. É grande (três vezes grande como três améns), é soberanamente grande exercer os destinos da própria existência em respeito ao que vai no coração sentimental e na razão mental. É grande, porquê é verdadeiro, porquê é real, porquê há muito deixou de ser animal soprado e levado ao sabor dos vendavais da aspiração-e-respiração alheia. Como é bom — sob a Providência preparando o mar, a rota e o porto para nosso barquinho — poder navegar e declamar para si e poder remar e recitar para o mundo: “I am the master of my fate: I am the captain of my soul.” / “Eu sou o mestre do meu destino: Eu sou o capitão da minha alma.”
  12. É preciso muito esforço e muita força de vontade para não cair seduzido pelo fingimento. Nunca fingir ser o que não se é, para si mesmo nem para o mundo. Quem finge, apenas finge, e com isto ganha, por pouco tempo, algum conforto psíquico (que tenta dar substância às idealizações próprias, congelando na alma certas “gelatinas” emocionais e fornecendo-lhes a aparência de solidez) e algum conforto social (a veneração ignorante das massas adoradoras de ícones, aos quais, ao mesmo tempo, elas votam concomitantemente o ódio mais cruel: palmas à realeza daquele a quem condenam à cruz). Quem finge, constrói para si uma maquetezinha romântica e toda empoada do Palácio de Neuschwanstein na escala 1:1000, que a coletividade, em seguida, saúda atônita fotografando-se e deixando-se fotografar ao lado das coloridas muralhas deste novo Castelo da Disney. O cristão, porém, o homem equilibrado que é efetivamente o que é (tanto individual quanto socialmente), deve resignar-se à arquitetura original que Ele quis dar às suas “quatro paredes.” Daí, conforme ensina Teresa d’Ávila, ele tem pleno acesso ao castelo da sua alma. Fantasias caem; e sempre cairão muralhas de papelão abstrato e torres frágeis de ilusão isoporada — as de dentro e as de fora. Anotai: o diabo não apenas assedia; ele sempre conquista fortalezas edificadas sobre a areia (segundo a Mineralogia, não é também rocha um grão de areia?) do fingimento; Pai da Mentira, sem ler Sun Tzu ele sempre soube que demonstrar ser nunca é efetivamente ser. Todos somos castelos quanto à dignidade, quanto ao “fortitudinis spiritus”, mas na arquitetura dos frutos (da missão do ente segundo à natureza do ser) cada qual é cada qual. Eu, p.ex., sou uma simples casa de família, de pedra e madeira, construída no topo duma montanha onde primavera e inverno predominam. Cada qual, porém, é uma morada diferente e específica para o retiro do Espírito Santo. Cada um de nós tem uma vocação já engendrada pela engenharia celeste, um sentido estruturado para trilhar o Caminho da Verdade na Vida. Por isto, “To be or not to be, that is the question.”
  13. O diabo ataca sempre em várias frentes aparentemente autônomas e desconectadas. Faz isso para não dar à “presa” o senso das proporções do golpe tramado. Mas, há um fio invisível na medida em que inquebrável conectando cada atacante a um grande ataque final (depois que os ataques individuais e ocasionais não logram efeito). Há uma estrutura metafísica demoníaca gerando complôs silenciosos. Então, busque discernir o espírito das pessoas e o mundo ficará claro como um tabuleiro de xadrez. Discirna os afetos que elas depositam em seus interesses, anseios e desejos (sobretudo os frustrados) e você verá limpidamente cada peça na sua casa e cada peça harmonizada ao lance da outra numa “avant-première” do xeque-mate: os até então dispersos unem suas escaramuças e reúnem suas demandas num ataque orquestradente grupal. E tudo faz sentido, porquê, como diz o salmista, “abismo chama abismo”; ou ainda, como ensina perguntando São Paulo, “poderão estar juntos se não estiverem de acordo?” O diabo, eu já o dizia semana passada, é um mestre da estratégia. Ainda bem que o Espírito Santo está conosco. Dominus Deus Sabaoth!

1116: Quem se apega à verdade, faz aliança implícita com o próprio Deus. A verdade, nunca excessiva e por isto nunca má, constrói no caráter a humildade: ensina que as coisas acontecem como acontecem e são e estão como são e estão porquê o mundo é coator de tudo e de todos, ou seja, sobre nós caem definitivamente certas ações e reações inalteráveis. Porém, a despeito de todo este poderio, o mundo não nos pode impedir de conhecer seus movimentos e natureza. Conhecemos aquilo que não podemos alterar concretamente, e cuja negação formal é a mentira, abstrata. Entretanto, além: o mundo não nos pode impedir de contra sua verdade (imutável, humanamente) combater pela Verdade (plenamente imutável): II Coríntios 13:8. A verdade da terra pode, quando Cristo o manda, ser conformada pela Verdade do Céu. O conteúdo-de-Ser que desce do Alto até o baixo, aqui, transforma a estrutura-do-ente. O homem que ama a verdade-informação será amado pela Verdade-Pessoa. Eis algo da metanóia, que se explícita.

  1. Se tu aceitas qualquer coisa, qualquer resto e migalha, tu aceitas ser uma coisa — restinho e migalhinha. Se não escolhes o melhor para ser melhor, contentando-te com o “menos pior”, com aquilo que na escala das delícias está abaixo da vibração da tua alma, acabas escolhido pelo pior e, então, irremediavelmente, ficas pior. Quando compreendes que assim como as estrelas têm cada qual sua glória particular (I Coríntios 15:41) e tu também tens a tua, percebes a grandeza da individualidade e o quanto tal grandeza dignifica-te e honra-te pelo que és. Não aceita o que sobeja vil e podremente. Come, mastiga e digere o manjar todo do amor. Come, mastiga, digere e te nutre de todo o banquete da paixão. Não permitas que requentem sequer o prato principal. Não permitas que teu paladar prove o fruto murcho, o vinho quente e cheio de borra, a carne seca e fibrosa, o pão duro e inutrível. Aceita a superior coisa, o primeiro e o principal, a primeira fatia, a primeira colher, o primeiro corte, o primeiro gole.
  2. O teu eu verdadeiro onde está, que faz, que é? Em que núcleo bem denso e duro do teu espírito está escondida a tua personalidade, esganada pelo mundo malemolente? Quem és tu, entre as personas visíveis e invisíveis que envernizam tua ação entre os homens? O teu eu verdadeiro às vezes rompe a caricatura, não percebes? Não percebes quando tu e tu mesmo dizes algo, falas algo, pronuncias algo, pensas algo, meditas algo e refletes algo que estava assim tão aguilhoado no profundo do teu espírito porquê abafado pela personagem que se apresenta ao mundo como se fosse tu, tu mesmo? O teu eu verdadeiro dorme nas sombras, quando na verdade é mais luzido que o meio-dia. O teu eu verdadeiro faz discursos imortais enquanto tu balbucias concordâncias servis com a massa numericamente forte. O teu eu verdadeiro é um obelisco de dignidade antiga enquanto tu te enraízas no lodo vil e baixo da modernidade envelhecida. O teu eu verdadeiro brame hinos misteriosos, canções diletas aos profetas e sábios dos desertos, enquanto tu aqui entre os tolos e mortais assassinas a eternidade em infecundos falatórios sem fim. O teu eu verdadeiro está onde não estás, fazendo o que não fazes, sendo quem não és.
  3. Apenas o que é verdadeiro vale à pena. Todo o resto, dispensável. Todo o mais, digno de descarga antes mesmo que o produto fétido das entranhas psíquicas submerja na água limpa da privada do esquecimento. Pelo verdadeiro, enfrenta audacioso o mundo, atravessa oceanos, aventura-te nos continentes, sobe as cordilheiras, dá a cara (limpa e lavada) diante do Céu. Pelo que é mentira manifesta ou mentira disfarçada de dúvida, não entrega sequer o teu mais fraco pensamento de atenção. Pelo verdadeiro, batalha a peleja até que tua alma sangre luz. Pelo dúbio gangorreiador, pelo periclitante insosso, por aquilo que contradiz malignamente a realidade disfarçando-se com o manto denso, cinza e trevoso da falsa sinceridade, nada faz senão virar tua face em direção ao sol. Vale à pena o que é verdadeiro, apenas.
  4. Mulher que não se comove com poesia e homem que não se atreve a rabiscar versinhos para quem ama, estão condenados à infertilidade espiritual. Eis aí dois corações que vão se ressecar assim que a pele secar, dois cérebros prontos a raciocinar um “fui!” assim que a emoção passional perder sua fonte feromônica. O relacionamento pode até durar em termos cronológicos, mas dificilmente aspirará à eternidade: “vou aguentar mais um pouco, mais um dia, mais uma semana, mais um tempo.” E por poesia entenda-se, simplesmente: palavras bonitas que ninguém mais poderia (querer) dizer, estejam elas arranjadas na forma de soneto italiano, estribilho de música popular ou bilhete escrito no guardanapo da lanchonete. Sem palavras formadas pela beleza, ecos diários e infindos daquela palavra dada no cartório ou jurada no altar, a feiúra da realidade do mundo carcome a certidão e expõe a promessa copiada do Google. Sem o Logos, sem o Verbo, sem a Palavra: logo o vento sopra a palha. Se não tem palavra bonita, não tem alma bonita; e se não tem alma bonita, não tem nada.
  5. Tudo passa e passará. O corpo, belo ou feio, se desfará. As linhas bem proporcionadas, harmônicas e geométricas, se desalinharão conforme o caos tomar a pele, fazendo do tônus fragilidade e da melanina uma profusão de fraqueza celular. Tudo passa, e está passando. Da beleza e da feiura do lado de fora, só restarão poucos traços estruturais e muitas lembranças saudosas num espelho trincado não no vidro mas na pele refletida. Quando tudo aquilo que hoje é firme e matematicamente gracioso se desfizer, o que sobrará do lado de dentro? Quando o presente for passado e o futuro um pretérito há muito conjugado, que será da alma? Que permaneça, pelo menos, aquela beleza que brilha nos olhos mas que às vezes ricocheteia na íris. Que permaneça, ao menos, aquela formosura de valores que hoje vaza silenciosamente apenas nos sorrisos e na fala sincera. Que permaneça o permanente, porquê, como dizia o apóstolo, “as coisas que se veem são passageiras e as que se não veem são eternas.” Tudo passa e passará, mas a beleza que vem lá do âmago, do espírito ainda luzindo inocências, esta ficará.

Autor: Dayher Giménez

28 de abril de 1989, A.D.: nasci. Desde então, penso. Pindoramense e granadino, paulista e andaluz, brasileiro e espanhol. Neto de imigrantes e exilados por três costados (espanhol, austríaco e italiano) e brasileiro da gema por um costado (a tríade miscigenária da Terra de Santa Cruz). Graduado primordialmente em História pela antiga Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras de Catanduva e em outras “coisas” — a grande palavra medieval! — da universitas magistrorum et scholarium. Em religião, cristão reformado. Em política, conservador libertário. Em futebol, palmeirense. Eis os crivos básicos. Ouso escrever sobre aquilo que me chama a atenção.

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