Esponjas de sol — XLV

1390. Napoleão foi o último homem que governou a França.

1391. O amor é exclusivo. Exclusividade é seu nome. Aquilo que está disponível a qualquer um a qualquer momento não vale mais que um repolho no Mercadão. Um beijo que se dá a cinco numa mesma noite em que difere da lambida do porco nas bolotas ou da seringa compartilhada entre viciados? O bacanal é inclusivo. Inclusividade é seu nome. O amor privilegia, escolhe, tem os critérios duma campesina procurando solitária trufas brancas nas florestas escuras de Alba. O bacanal generaliza, indetermina, não distingue um cacho de uva dos restos quaisquer que acabam todos juntos no mesmo caldeirão de lavagem.

1392. O negócio é que a gente sabe sempre das coisas. A gente sabe o que é certo e o que é errado. A gente sabe o que sente e o que não sente. A gente conhece com muita consciência quem é quem. A gente distingue o que passa por cada veiinha da alma e, por mais que a gente persista na insistência de cortar caminho e dar a volta, a verdade sempre está ali, sempre, sempre. A gente trata de fugir repetindo a rotina de antes, fazendo as mesmas coisas de antes, se esforçando para que tudo volte a ser como antes. Mas não consegue. Uma vez tocado pelo que é melhor, pelo que é superior, pelo que é real, a gente nunca mais é o mesmo. A gente fica inquieto. Incomodado. Então, ou a gente deixa a velha trilha e trata de andar pelo novo caminho, ou a gente vai ficar, feito bolinha de fliperama e cachorro correndo atrás do próprio rabo, ziguezagueando no mesmo lugar de bobageiras, inconsistência e tédio. E o relógio não pára…

1393. Vagueza não constrói nada; só destrói, como as vagas do mar arrasam com os castelinhos de areia das crianças na praia. Sentimentos vagos vagueiam espalhados pelo ar até desaparecem no éter, até se dissolverem no nada. Nunca comece a ajuntar areia nos potinhos para construir suas muralhas e suas torres sob a promessa das águas de não demolirem sua empreitada: é da natureza do mar ir e vir e, cedo ou tarde, com marolinha ou com maremoto, tudo vai ruir. É trabalho vão de empenho vão. A precisão constrói tudo. É preciso conhecer com certa exatidão o terreno, as ferramentas, o clima, o ambiente. Com as pessoas é assim. Por isto, não crie expectativas.

1394.  O sono é sempre um sintoma de fuga. Ouvi, agora a pouco, duma menina no corredor da faculdade: “Eu não estou ‘triste’, mas quando eu não estou em festa a única coisa que eu quero fazer na vida é dormir.” A falta de prazer em estar acordada sinaliza que a vida consciente incomoda, porquê obriga a um confronto entre o eu real e a personagem. Dormindo, ela quer simplesmente não ter que pensar em si mesma e no mundo que a cerca. Naquele momento, o momento de aconselhar, eu só consegui me lembrar duma frase de Umberto Eco no seu “O Nome da Rosa”, que eu logo tratei de compartilhar: […] porque o sono diurno é como o pecado da carne: quanto mais se tem mais se quer, contudo nos deixa infelizes, satisfeitos e insatisfeitos ao mesmo tempo.” Agora, pelo WhatsApp, ela me disse que chegou em casa e comprou o livro no Amazon. Como são as coisas… Lembrei doutra frase do livro, sobre livros: “Os livros não são feitos para se crer neles, mas para serem submetidos à investigação.” Espero que ela creia em si mesma e se investigue, porquê não há livro mais empolgante que a própria alma.

1395. Personalidades egocêntricas são naturalmente paranóicas: vestem carapuças e criam enredos mentais (para acondicionar os fatos à sua realidade e perspectiva íntima) o tempo todo. Interpretam tudo como indireta. 

1396. Os farelos são as sobras do pão. Os piruás são as sobras da pipoca. A semente, a borra, o pólen e a raspa são as sobras do fruto, do carvão, da flor e da comida. As demoras, os silêncios ocos e os desvios são as sobras da atenção, que são as sobras do carinho, que são as sobras do amor.

1397. Uma nuvem que se parece com um cavalo. Um arranjo nas letras da sopa que diz “luz”. Uma descoloração no piso que é um corpo. Um pão tostado com o rosto de Jesus Cristo. Uma mancha na pele igual a uma balança. Um risco aleatório que risca uma constelação. Pareidolia é o nome deste fenômeno psico-óptico que faz ver coisas onde não há coisas. No mundo dos sentimentos o nome disto é ilusão.

1398. Vencer na vida é viver sem pensar que se tem que vencer na vida.

1399. As coisas esquisitas são às vezes as mais normais, porquê naturais; as coisas que não batem porquê aparentemente não têm nexo ou porquê coincidem demais. Mais estranho e não raramente muito suspeito é o que encaixa em demasiada normalidade, que não foge à regra, que não tem ponto fora da curva, que fecha e bate milimétricamente na conta. Coisas muito certinhas e totalmente inteligíveis são as verdadeiramente “esquisitas”; porquê elas têm um tal rigor nos seus encaixes que não podem ser naturais, e que por isto expressam planejamento e método, rigor e intenção. Se nunca gera dúvida, se nunca cria pulga atrás da orelha, se nunca desestabiliza razão e emoção, aí é o momento de ligar o alerta, de coçar a orelha, de botar lógica e sentimento em ação.

1400. Coisa bonita são olhos marejados. Um pouco secos, um pouco úmidos: mas muito cheios d’alma.

1401. Conhecimento, erudição, cultura, inteligência… Isto não significa nada se o coração não é bom. É gostosa aos meus ouvidos a voz da conversa errada mas docinha das velhinhas rezadeiras. É uma delícia ler os recadinhos mal escritos do seu Zé Jardineiro, octogenário que escreve um “modi que” com caligrafia infantil. É bom sentir o toque da ingenuidade iletrada dos anônimos e dos comuns quando eles são santos. Mas como é vulgar, esnobe e cheia de pretensão demoníaca a pose intelectual destes bostinhas phd’s que juram de pé junto que Deus não existe e que a “Academia” (seja lá que merda abstrata isto seja) e seu conhecimento salvarão o mundo. Dona Léia que faz bolo de fubá pros netos salva o mundo. A Bruna mãe solteira no colegial, que rala em três serviços, salva o mundo. Seu Sebastião mecânico, que faz serão todo dia pra pagar a faculdade de enfermagem da filha, salva o mundo. Salvam quando fazem de cada gesto uma oferta a Deus. Dondocos e dondocas que orgulhosos exibem estes papéis pintados que são os diplomas, e que lhes parecem distintivos de “sangue puro”, povoam o inferno com latim, sinfonias, livros e tudo que é cosmética de alma sem ética. A qualquer suprassumo de Buda iluminado, a questão: seu coração é puro?

1402. O que passa, passará. Entre os retalhos e os restos, o que for puro ficará. Desejos sóbrios e modestos, casinha de madeira sobre a montanha, varanda e cadeira onde fia sua teia a aranha.

1403. Como às vezes a doçura pode conviver com a iniquidade e o espírito de justiça com a preguiça, num mesmo ser? Como a beleza mais cândida pode, num mistério de imersão e submersão da personalidade, se alternar tão facilmente com a malícia do pecado? Que criatura tem em si os traços da ingenuidade das crianças e, ao mesmo tempo, revela a perversão dum anjo caído? Esta situação não pode durar muito, porquê ninguém está igualmente cindido, ninguém está geometricamente dividido numa oposição maniqueísta de forças igualmente poderosas. Pessoa alguma é Yin-Yang em matéria de bem e mal. O bem sempre está vendendo, mesmo que às escuras num poucochinho de luz. Estas individualidades duais, que parecem concentrar na alma as tensões de céu e inferno, os vícios e as virtudes daqui e dalém, certamente serão salvas por Deus; e então o doce mitigará o amargo, e a correção dará cabo do ócio.

1404. Você pode se empanturrar com as migalhas de todos os pães de todas as procedências possíveis: ao fim terá comido toneladas de trigo assado, mas nunca seu paladar terá provado o sabor de um pão, do pão. Você pode se encher com as gotas de todos os vinhos de todas as origens existentes: ao cabo terá bebido milhares de litros de uva fermentada, mas nunca seu paladar terá provado o gosto de um vinho, do vinho. É esta a diferença entre devassidão e amor.

1405. Se o Céu se parecer com lasanha, vinho e bolo de abacaxi, já me dou por satisfeito.

1406. Não desejo muita coisa na vida. Mas, poucas: casar amando quem me ame, ter meia dúzia de filhos e escrever um livro tão bom que daqui cem anos pelo menos uma pessoa tenha ele na cabeceira e lhe sirva de consolo devido à beleza das palavras. Na geração dos nossos avós isto seria mais ou menos fácil. Na nossa está difícil pra caramba. Hoje, é tremendamente mais fácil conquistar essa tal de “muita coisa”: dinheiro, sexo e luxo com seu preço de ambição, luxúria e ganância. Difícil é só desejar pagar as contas e não dever nada a ninguém, amar uma só mulher até a última batidinha oca do coração idoso e só viver com os olhos grudados no céu esperando um dia pisar naquelas ruas de ouro. Está tudo virado, de pernas pro ar e do avesso, mas a gente não pode deixar de querer estas coisinhas poucas mas tão boas, tão boas, que quando dão de bater cá no coração enchem ele duma felicidade e duma esperança… O pouco que a gente quer é mais complicado que o muito que o mundo quer. Mas, entre tantas complicações, a gente pode repetir a promessa do Senhor: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (João 16:33)

1407. Dois elementos que combinam muito bem com pão: mel e vinho. Sabor primordial, antigo com os favos de Canaã e as vinhas de Tróia; atual como o pão de minha avó…

1408. A liberdade de escolher como quiser escolher, de agir como quiser agir, de estar consciente das próprias possibilidades e potenciais diante da vida, é dos sentimentos mais prazerosos que um homem pode ter. Não imagino maior tristeza do que estar reduzido a um nada e da existência só reter aquilo que ela mesma, por força das circunstâncias, quiser jogar ao chão como esmola. A liberdade de escolher. A liberdade de agir. A liberdade de ser: de ser efetivamente homem.

1409. Primeiro Deus. Depois, o resto.

1410. Em matéria de sedução, a autenticidade cumpre um papel muito mais decisivo no amor do que a beleza meramente estética. A força duma personalidade pura seduz bem para além dos feromônios.

1411. Primeiro, você cuida de quem está por perto desde o seu parto: sua mãe e seu pai. Depois, você cuida de quem Deus uniu à sua carne tanto quanto se tivesse nascido contigo: sua esposa. Após, você cuida de quem você gerou com sua esposa: seus filhos. Então, você cuida de todos os outros filhos de Deus. Por fim, você cuida de você. Cuidado é amor e amor tem hierarquia.

1402. Nada mais atraente que estas mulheres de personalidade campesina, que carregam em si o ar fresco dos bosques de outono, o ar espiritual das pedras e dos musgos sobre as pedras. O clima da montanha. Elas têm qualquer coisa de céltico, das brumas das sagas arturianas, um não sei o quê de bucólico feito aqueles castelos das terras altas escocesas: olhar de tapeçaria normanda, cabelo de cobre viking ainda que não avermelhado, pele do pêlo das raposas mais ágeis e personalidade de fada metade anjo metade feiticeira. São medusas sem pecado, sem serpentário psíquico, de virtude elevada como os carvalhos da Noruega. A aurora cinza e viva. Nada mais atraente do que elas, que parecem ter em volta de si um jardim invisível, fechado e romântico com suas heras e eras, e cuja entrada é tão cara quanto um bilhete para o Paraíso.

1403. Tem mulher que não faz idéia do quanto é bonita.

1404. O comportamento revela o caráter.

1405. Você pode controlar sua vida ou pode ser um joguete nas mãos do acaso. Você pode pesar a própria voz ou ser um ventríloquo sem alma. Você pode conduzir seus sentimentos ou ser arrastado por suas emoções. Você pode escolher comer seu prato preferido ou por educação fingir que gostou do jiló cozido. Você pode mudar a rota drasticamente e ser feliz ou pode manter a rotina e empurrar o mais-ou-menos de sempre com a barriga. Você pode amar por amor ou se auto-enganar por carência. Você pode trabalhar no seu caráter até que ele lhe permita ser melhor ou pode ir pro túmulo cantando “eu nasci assim, eu cresci assim”. Você pode ser você mesmo ou pode negar-se a si mesmo para se enturmar. Você pode e pode. O “ou” é a chave. É a possibilidade. É a alternativa. Você está disposto a escolher? Sua grandeza depende disto… 

1406.  As pessoas são melhores do que imaginamos.

1407. As impossibilidades são um fato da vida. É necessário aceitar isso. Se não dá, não dá. Fim. Isto é sabedoria e evita sofrimento à toa.

1408. Quando Deus quer alguém só para si, a vida da pessoa dará errado em quase tudo, senão em tudo mesmo, enquanto ela não se alinhar à vontade divina. E mais: qualquer pequeno desvio, qualquer pecadilho, terá na sua vida um efeito estrondosamente potencializado e maiormente desproporcional. Sempre será como se uma gotícula de água da carne movimentasse caóticamente todos os oceanos do espírito. Quando Deus quer alguém só para si, tudo se desorganiza para se reorganizar: porquê Ele nos molda novamente como se a mordida na “maçã” não houvesse acontecido e como se a primeira olaria não tivesse formado Adão: nós voltamos a ser sem forma e vazios. Sabe aquelas cirurgias em que o paciente, mesmo sedado, passa consciente de tudo? É isto. Sua vida será um efeito-dominó de insucessos, desacertos, buracos, quebras e frustrações enquanto você não se render à Providência.

1409. Amor é sobre começar roubando batata frita do prato um do outro na juventude e na velhice terminar no hospital dando sopinha na boca até que se cumpra o “até que a morte os separe.”

1410. Você nunca estará tão sensível quando estiver, de uma forma ou de outra, amando. Tudo é notado. Cada movimento, cada gesto, cada ação do corpo, cada inflexão de voz. Tudo o que for sútil será aumentado à dimensão duma explosão. Tudo o que for quase impalpável se tornará gigantesco e concreto. Toda frase é uma erupção vulcânica. Todo passo é um terremoto. Qualquer coisinha é a coisa mais importante naquele instante em que o momento pára e suspende o tempo. Tudo é notado em “câmera lenta”: um movimento rápido de olhos é um vídeo extenso quando está acontecendo, uma modulação do tom é uma gravação demorada quando está acontecendo. Extrema sensibilidade: um nadinha pode ser encarado como rudeza ou gentileza. Mas é uma sensibilidade que tudo interpreta e reinterpreta e que, por isto, muito erra e muito acerta.

1411. Ferir. Nós nos ferimos o tempo todo. Ferimentos de bem e de mal, de ódio e de amor, de querer muito, de desquerer um pouquinho, de malquerer além da conta. É a trágica sina humana. É a condição máxima da nossa humanidade, débil e imperfeita. Fazer o que? Todos nós nos feriremos mais dia e menos dia, amanhã ou daqui a pouco. O que importa saber é como ficarão as cicatrizes. Nós seremos parte da cura e, curando o mal que fizemos, como a marca se tornará memória e o sinal reminiscência? Por mais que firamos e sejamos feridos, há sempre a possibilidade de cauterizar a lesão com amor, misericórdia e bondade. Há sempre a possibilidade de acariciar a ferida e, no exato lugar que um dia foi só dor, aplicar umas boas cócegas!

1412. Sê feliz se Deus te encontra à beirada dum caixão, no desgosto duma lágrima, numa injúria dolorosa. Sê feliz se Deus se abeira de tua alma quando ela se afoga, quando o mundo a esgana, quando a língua está seca e incapaz de dar-te voz sequer para o lamento. Sê feliz se Deus constrange teu espírito e fere teu corpo. Há nestes sofrimentos tanta Graça, que poria em sorrisos todos os querubins pelos séculos dos séculos!

1413. A ministra Damares Alves disse que viu Jesus na goiabeira. Estão rindo dela. Pois eu tenho visto o Senhor em mangueiras, laranjeiras, pitangueiras, jabuticabeiras e em outras muitas eiras desde moleque. No gosto e em pareidolias eventuais, na criação refletindo o Criador. Mas, mais do que isto, eu tenho visto Jesus no trigal e no vinhedo que mensalmente surgem do nada no altar da minha igrejinha. Podem rir de mim também. Eu sei que Ele sorri e gargalha comigo e com a ministra! Eu sei que uma lasquinha da Cruz era da madeira cheirosa da goiabeira do quintal daquela menininha abusada, estuprada, violentada… Eu sei que Jesus, que mandou Zaqueu descer do plátano, também subiu naquela goiabeira. Jesus, por quem tudo se fez, também deve gostar de goiaba!

1414. Uma certeza é possível ter, sobre todas as coisas: nada é à toa.

1415. A vida é muito boa. Não perca ela nas esquinas do mundo. O planeta é grande, mas é pequeno se você decidir percorrê-lo: há muitas terras, comidas, povos, línguas, livros e imensidões entre um pólo e outro para se conhecer e absorver nos anos de nossa existência. Não se restrinja aos buracos de vácuo do seu mundinho de estritas bobagens. A vida é muito boa, mas é muito curta. Não perca ela nas batidas do relógio do mundo. Adiante! Avante! O horizonte convida à grandeza, à aventura, à felicidade de Deus. Não desperdice sua vida.

1416. Nosso coração não pode ser fragmentado e disperso. Há muitos sentimentos que começam e não são concluídos ou levados adiante: eles ficam lá, dormentes, pairando suspensos sobre e sob nossa consciência. Uma atraçãozinha aqui que foi parcialmente suplantada por outra ali. Uma má-impressão que continua influenciando imperceptivelmente nosso julgamento. Emoções que afloraram mais estrondosamente ou silenciosamente e que estão apenas silenciadas na inatividade de certos movimentos internos. Afetos que relampejam aqui e acolá e não são resolvidos — continuados ou descontinuados. O perigo de não resolvermos nossas questões sentimentais é que, deixando-as nesse vagar a esmo, elas um dia podem retornar fisgando novamente nossa atenção e volição; e aí é que a “porca torce o rabo”! Não deixar que contradições e oposições internas não oficialmente encerradas através do nosso intelecto permaneçam batucando no oculto e no escondido da nossa psiquê é se resguardar de buracos e abismos futuros.

1417. A face visível do caráter é o comportamento. Se não presta por dentro, não presta por fora.

1418. CONCLUSÕES DO DIA:

I. Poucas ações são tão abjetas quanto atirar a pedra e esconder a mão;

II. Os iníquos se ofendem ocultamente, mas entre si dissimulam simpatia;

III. Os porcos devem ser deixados no chiqueiro: eles gostam de lavagem.        

Anota. [18.12.18]

Autor: Dayher Giménez

28 de abril de 1989, A.D.: nasci. Desde então, penso. Pindoramense e granadino, paulista e andaluz, brasileiro e espanhol. Neto de imigrantes e exilados por três costados (espanhol, austríaco e italiano) e brasileiro da gema por um costado (a tríade miscigenária da Terra de Santa Cruz). Graduado primordialmente em História pela antiga Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras de Catanduva e em outras “coisas” — a grande palavra medieval! — da universitas magistrorum et scholarium. Em religião, cristão reformado. Em política, conservador libertário. Em futebol, palmeirense. Eis os crivos básicos. Ouso escrever sobre aquilo que me chama a atenção.

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