Esponjas de sol — XLI

  1. Se almejas a grandeza, não deves construir teu castelo nas mais altas montanhas, porquê ele te ficaria inacessível; nem nas montanhas mais baixas, porquê aos outros ele ficaria acessível. Mede as coisas pelo teu passo e estatura. Procura, então, uma montanha de médio porte e sobre ela ergue teu castelo, para que ele seja acessível a ti e inacessível aos outros.
  2. Se escolhes o céu, tu aqui já o provas com a cabeça nas nuvens. Se escolhes o inferno, teus pés já na terra queimam…
  3. A verdade às vezes liberta tão profundamente que sua mera menção é (poderosa ao “trincar” a estrutura da realidade) tão incrível quanto a mentira.
  4. Não percepção de presença não é ausência.
  5. Enigma. Trombeta de cobre, clarim de prata, flauta de ouro. Assim se descobre o tesouro! Atlas carrega o mundo nas costas como faz seu irmão, o imundo besouro.
  6. Você sabe que alguém está a sério na sua vida quando você sonha com a pessoa. Sonho desobrigado por “barriga cheia” ou por qualquer impressão que passou batida pelo filtro da consciência. Quem remexe com seu espírito durante o sono, primeiro mexeu com sua alma acordada. Quem inspira poesia quando o sol está no seu zênite, a pino, necessariamente a inspirará quando lua e estrelas esbranquiçam, como veias de prata, o céu escuro. Recordo Kant: “O sonho é uma arte poética involuntária.”
  7. TRÊS CONSELHOS AOS CAVALHEIROS (utilidade pública): I. Entre o que fala uma mulher e o que pensa uma mulher há a expressão facial duma mulher. Aquilo que a boca dita o cérebro nem sempre medita, mas a cara credita. Aprender a entender a modulação da voz, a compreender as caras-e-bocas e toda gestualística do semblante feminino é obrigação moral do homem que não quer sucumbir à loucura. Há uns cem anos atrás, se diria com razão que a “verdade verdadeira” do comportamento duma mulher está no meio do caminho entre o leque e seus olhos. Hoje, basta substituir o leque pelo smartphone; II. A simplicidade cai bem ao homem. Mulher alguma é simples. Se você não se deleitar (e se divertir, em boa medida) com os altos e baixos de humor, com as quedas e subidas de nervos, com as idas e vindas de opinião/gosto/vontade/desejo duma mulher, melhor você comprar um vídeo-game, que vem com manual de instruções e funciona na base do joystick. Barquinhos para flutuar pimposamente em lagos plácidos com cisnes, pedalinhos e vitórias-régias são para meninos. Homens são naus-capitânias que enfrentam as tempestades, as ondas e os monstros marinhos femininos (coisas complexas e perigosas, mas belas, mas tremendamente belas como as sereias). Capisce?; III. Aprenda a jogar xadrez, a montar quebra-cabeças, a brincar com jogos de adivinhações e a ler as estórias do Sherlock Holmes (a Arte da Dedução ajuda muito, ô rapaz!). Mais: aprenda a gostar disto tudo, caso naturalmente você não seja dado à estratégia e à tática, e também não se empolgue muito com enigmas, mistérios e “obscuridades lúdicas”.
  8. O processo de santificação é paralelo ao processo de individuação. Quanto mais o indivíduo é ele mesmo, mais santo ele é. Há um mal-estar interno, espécie de “radiação de fundo”, em toda personalidade que está deformada pelo pecado que lhe sobrevém da própria carne, do mundo e do diabo; e que lhe vem, em última instância, de si. Este mal-estar, este incômodo que de vez em quando ressurge (em forma de melancolia e suspensão de significados existenciais) lá do fundo da personalidade, surge do profundo do espírito da pessoa mesma. Quando não se está sendo o que se é e quem se é, quando toda a potência de ser não toma conta de cada parte do eu real, mas há apenas fragmentação e espargimento dele em direção desnorteada e incerta, o homem não pode ser integralmente feliz porquê não é integrado em si, e o desintegrado existe impermanentemente nas partes reunidas aqui e acolá em sua ação no mundo, mas desunidas pela falta de propósito, pela ausência de impulso constante em direção à uma vocação permanente. Quanto mais você é você mesmo, uma variação única e especialíssima da Imagem-e-Semelhança, mais você é santo e, como tal, cheio daquele bem-estar que impulsionou Maria a cantar “Magnificat!” — mais que canção poética, uma anuência implícita e explícita de quem quis se entregar ao Querer, porquê convergentes, porquê é-se unido, e não [con]fundido, em Deus, de modo que quando mais próximo dEle mais próximo é o homem de si. A Divindade diz ser seu nome “Eu sou o que sou”; o homem, nomeado por Ela, de si pode dizer “Eu sou quando nEle sou.” Abandonar o pecado e dedicar-se a virtude é abandonar a personagem atriz dum eu falso e cultivar a pessoa real e autora do eu verdadeiro. A exortação “Sejam santos porquê eu sou santo” nada é senão isto: “Sejam vocês mesmos, porquê eu sou eu mesmo.”
  9. Deus sussurra no silêncio noturno, nos nossos sonhos de mente limpa e nos pesadelos de barriga cheia. Deus está ali, nos cantos do dia e nas frestas das oportunidades, dizendo baixinho: “Este é o caminho, andai nele!” No meio do nosso coração, por debaixo da carne e do sangue, há uma bússola, uma bússola cuja agulha o Espírito imantou. Ela aponta não para o norte magnético, não para os pontos cardeais; ela gira, e tanto gira que fixa permanece (stat crux…), ela gira apontando para o Céu! Ah, minha consciência, meu astrolábio para caminhar na senda das coisas visíveis e invisíveis, sê em mim a guia! Deus me conta, sentado ao meu leito, que vêm por aí dias de vinho sangrado das uvas mais doces, de pães da flor do trigo dilacerados pelos dentes mais brancos. Deus me conta que o mito, que a imagem desfeita das lendas e símbolos antigos, é tão faz-de-conta quanto os números por detrás da matéria. Deus sussurra segredos e mistérios, revela imagens de minha vida e semelhanças dela com a existência dos anjos. Sonhamos à toa, colorido e branco-e-preto como as televisões mais velhas? Sonhamos como sonha o cão que corre deitado no canto da sala e que rosna de olhos fechados para preás feitas de nuvens e miragens cerebrais? Deus continua sussurrando, mas já é dia! É dia, de sol e luz ao alto, e Deus sussurra porquê dormindo eu também estava acordado…
  10. Todos nós julgamos uns aos outros o tempo todo. Justa e injustamente, benéfica e maliciosamente, racional e irracionalmente. Nós nos julgamos de maneira automática, instantânea de tão rápida. O pensamento — tiro disparado entre alma e cérebro — de imediato julga tudo e todos que entram na sua mira cognitiva. O fato é este: com critério e sem critério, nós batemos martelo e emitimos veredictos. Impossível deter isto. E ainda bem que impossível, porquê o julgamento é nossa balança condutora, é nosso GPS relacional. O problema, e que grande problema!, é julgar desde uma posição de superioridade inatingível e egóica. O problema é julgar para apontar, para criticar por criticar, para analisar o semelhante como espécime de outra raça que não a humana, tão miserável e gloriosa. Julgue o outro, julgue sim, mas em silêncio; no silêncio de quem primeiro se julgou e por isto se calou de vergonha…
  11. Não dou o mínimo valor à cultura, à erudição e ao conhecimento para gostar de alguém. Ao toque da última trombeta, tudo isto é bobagem terrena. Quando falamos de gente para se ter ao lado na vida (nesta e na outra), a coisa que me comove de verdade, que mexe fundo e remexe o profundo do meu coração de pecador arrependido, é a capacidade de ser tão sincero e verdadeiro quanto o mais santo e o mais iníquo são. Detesto com rins e fígados a macaqueação, tenho nojo visceral de [dis]simulação, me dá coceira na alma lidar com atores sem Oscar, com simulacros caricaturais de “gente boa”, com fingidos que acreditam no próprio fingimento. E tudo é muito pior quando à falsidade existencial somam-se diplomas, honras acadêmicas e pose cheia de afetação sapiencial. Lasquem-se todos! Eu amo (com amor reverente) nas pessoas é a cara limpa, suja ou lavada, mas limpa naquilo que se é nua e cruamente — humano, demasiado humano. Letrado ou iletrado, o negócio é prestar, é ser gente decente. De mentirosos compulsivos para si e para os outros, eu quero é a mesma distância que o diabo quer da cruz sagrada.
  12. Jesus Cristo perdoou completamente prostitutas, assassinos e ladrões em sua grande luxúria, morte e roubo, mas nunca perdoou fariseus e hipócritas sequer nos seus pequenos deslizes de fingimento e falsidade. Podem procurar na Bíblia.
  13. Você será feliz quando valorizar coisas pequeninas, também. O prazer de tomar um copão de água, de beijar o rosto quente da namorada, de conseguir assistir ao filme até o final sem dormir e controlando a quantidade de pipoca na vasilha, de correr alguns quilômetros sem ofegar, de se espreguiçar na manhã de sábado observando aquelas partículas de quaisquer elementos brilhando através da luz que passa pelas frestas da janela. Quantas coisas diminutas, sem preço, são capazes de nos fazer felizes. As coisas grandes, grandonas e grandiosas são legais, gostosas e nos fazem bem. Mas elas acontecem só de vez em quando. Porém, de vez em sempre nossa rotina está assim rodeada duma densa mas imperceptível nuvem de felicidadezinhas. Presta atenção, ô!
  14. Estou cansado, bom amigo, deste vale de ilusão. Para onde corre o fiozinho, a gota d’água, meu coração? Sombra imunda duma vela que morto algum velou. Sou assim, oh meu Mestre, a ondinha que ricocheteou no casco do teu barco e aos téus se prostrou…
  15. Toda dor e sofrimento colaboram conjuntamente para nossa salvação — que é o bem final da vida, e está necessariamente ligada ao fim da vida. A rede de infinitas reações que se sucedem à uma ação só é conhecida por Deus. Quais os efeitos duma morte, p.ex, na conduta física e metafísica de alguém a curto, médio e longo prazos? Quantas coisinhas rotineiras se seguem e se acrescentam umas às outras na existência a ponto de imperceptivelmente mudá-la por completo? Nós não somos onipotentes, oniscientes e onipresentes. Só Ele é. Que console nossos corações saber que o Senhor limpará dos olhos toda lágrima, porquê toda lágrima pedagogicamente lava nossas vestes manchadas pelo pecado hoje, amanhã e pelos séculos dos séculos. Jeová é oleiro e suas mãos nos moldam dolorosamente, quando necessário. Todo sofrimento, pequeno ou grande, nos ensina alguma realidade dantes oculta ou esquecida, e nos transforma — nos transforma para melhor. A cada dor, o amor dEle se manifesta. É misterioso, é enigmático, é imperscrutável. Nós não o entendemos e até contra ele nos revoltamos. Mas é amor.
  16. Procura te obrigar ao silêncio. Falas muito. Fica mudo, então. Observa como tu te negas ao agir impulsivamente pela boca. O impulso da língua! O impulso da palavra sem logos!
  17. O faro aguçado que as mulheres têm para identificar mentiras e embromação facilmente transforma-se em cegueira completa quando elas estão apaixonadas ou muito apegadas afetivamente. É como se o bloodhound (talvez a melhor raça de cães farejadores que existe) do Sherlock Holmes de repente fosse incapaz de distinguir um bife de picanha mal-passado duma rodela de papelão pintado.
  18. Há paralelos entre todos os pensamentos e feitos, seja em identidade ética (semelhança) e/ou estética (imagem). A presença dum elemento “igual” em essências e entes diferentes e divergentes é conditio sine qua non para a criação, para a existência, para a vida e para a Criação da Existência e da Vida. Por isto, eis parte(s) e todo(s) e seu relacionamento intrincado de fluxos de significados convergentes no imanente e no transcendente. Tudo se comunica em todos.
  19. A escumalha é a espuma dos metais. Alquimia.
  20. O número de homens de caráter é proporcional ao número de mulheres de caráter. São poucos. Quem eleva, via de regra, a qualidade da moral masculina é a mulher. O homem imprestável pode se esforçar para prestar por amor à uma mulher. Uma mulher imprestável dificilmente melhorará por um homem. Um anjo é sempre superior, mas quando ele resolve tingir suas asas de negro e cortá-las (ou depilá-las)… Corruptio optimi pessima!
  21. A ordem do teu mundinho exterior (teu quarto, teu banheiro, tua casa) corresponde à ordem do teu mundo interior (teu pensamento, teu sentimento, tua inteligência). Se o caos domina teu metafísico e a bagunça impera no teu imaterial, enfim, se a desordem sobrepuja tua alma e espírito, também teus ambientes físicos serão confusão material.
  22. Fui buscar água no pote e ela, já ao primeiro gole, revelou que tinha tomado um pouco do gosto do barro. “O Espírito de Deus se movia sobre a face das águas”: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra.”
  23. Nesta vida quem nunca, estando certo e correto, pisou o pé na jaca, chutou o pau da barraca e cagou na retranca, fazendo-se assim errado e incorreto? Eu já me irei e, furioso, me enchi dos piores sentimentos de “justiceiro galáctico” (como se a minha causa, justa a princípio, devesse movimentar a cólera e a solidariedade de toda a Criação): já mirei a espingarda pro céu como se pudesse atirar nas estrelas e acertar em cheio os miolos prateados dum anjo. É da vida. Quem nunca atirou pedra, que atire mais uma pedra; e confesse, assim, que peca. O importante (pra nós mesmos, pros outros e pra Deus) é ter a consciência no lugar e então se julgar, se criticar coerentemente e, por fim, se arrepender. Quem se arrepende, sem vergonha e timidez, tem perdão. Melhor fazer constantemente o “mea culpa” do publicano que exalar a orgulhosa auto-justificação do fariseu. Mesmo com um pé lambuzado de nódoa e o outro quebrado, e os dois fedendo a estrume, seja sempre capaz de aceitar que você é um pecador. E lute para melhorar. Coma o fruto da jaca, arme e levante a barraca, faça das fezes esterco!
  24. Nossa consciência nunca entra em contradição consigo mesma. Ela sempre alerta para um único caminho, para uma só possibilidade, para um julgamento. A consciência fala em nós como se o profundo do coração e da mente unissem suas vozes de sentimento e pensamento num único e permanente sussurro. A bagunça da incerteza só acontece quando nós pretendemos ouvir o superficial do coração e da mente, que de vez em quando gritam (cada qual em seu tom e volume) seus desejos contraditórios. A gente sabe qual caminho tomar. A gente sabe onde deve colocar os pés e caminhar. A gente sabe. E a gente sabe que sabe. E é aí que as coisas se complicam porquê nós nos acostumamos a conviver com esta tensão, com esta oposição de incoerências, como se ela fosse natural, contínua e ininterrupta. A gente vive acossado, suspenso de nós mesmos; como diz o ditado, nem cagando nem saindo da moita. Canseira do mesmo se repetindo no looping ourobírico da angústia que mal se compreende: um “não sei o quê” renitente e obstinado que vai e volta e estagna em si mesmo. Então, nestas condições, não se vive propriamente. Porquê viver é fluir a vida sem barreiras quanto ao sentido, sem contrariedades de compreensão daqui e dacolá, é perseguir o tracejado do mapa da existência através da bússola da consciência. Dá ouvidos à tua consciência quando ela te despertar falando baixinho das coisas horizontais (teu dia-a-dia contigo e com os outros) e verticais (teu tempo com Deus), quando ela ao pé do teu ouvido declamar os versinhos que o teu eu te quer compor para ti mesmo, quando ela levantar o véu espesso da ilusão e te mostrar a realidade da felicidade que é possível.
  25. Quem gosta da gente nos trata bem. Quem não gosta da gente e finge que gosta da gente também nos trata bem. Mas há uma diferença: a gentileza de quem gosta de verdade é minuciosa, é espalhada nos pequenos gestos sentimentais, nas coisinhas visíveis e invisíveis do dia-a-dia, ela é feita de movimentos menores e efetivos, de açõezinhas cheias de bem-querer que vão crescendo e diminuindo na intensidade do carinho conforme o peso do dia. A gentileza de quem não gosta da gente é feita de grandes ações que se esforçam em demonstrar sua intenção lisonjeira e conquistadora; são espalhafatosas, performáticas, são jogos de cena, espetaculares; e são grandes “atos” (no sentido teatral do termo) muito enérgicos, muito veementes, que acontecem hoje e se repetem daqui semanas ou meses. A gentileza de quem não gosta da gente é sazonal e, quando acontece, é assim intercalada de explosões emocionalescas. Anota.
  26. Se você pudesse olhar nos olhos dum anjo cego e enxergar sob o branco opaco de sua córnea impotente uma centelha espelhada duma célula qualquer que absorveu o fulgor do Pai das Luzes… E se você pudesse sussurrar e gritar nos ouvidos ocos dum anjo surdo, talvez um querubim da guarda que durante certo tempo cuidou dos tímpanos de Beethoven… Ele não te veria materialmente, nem te ouviria fisicamente. Mas ele de certo te amaria, porquê te sentiria a querida presença. Por mais insensível (dotada ou não dalguma consciência) que alguém seja ao carinho; por mais refratário que alguém seja ao cuidado e à gentileza, por sua natureza nem tanto atávica mas provavelmente adquirida, é certo que a comunicação que vai de quem olha até os olhos de quem não pode expandir suas íris e então piscar, e que vai da boca de quem diz aos ouvidos cujos martelos não tilintam na bigorna e cujos sinos não badalam às sinapses, ah!, é certo que esta comunicação produz o milagre da visão e da audição espiritual. Tenho para mim que certas almas que nos parecem brutas e inertes, impassíveis até, só nos aguardam o primeiro olhar, só nos esperam a primeira sílaba. As moças brucutus, as donzelas chucras, as mulheres indomáveis; eis o que elas são: anjos indiferentes, de granito sólido, cujo despertar não se faz pela violência da talhadeira amputadora de arestas, mas através da carne e do osso que, frágeis, tocam; tocam e esculpem vida.

Autor: Dayher Giménez

28 de abril de 1989, A.D.: nasci. Desde então, penso. Pindoramense e granadino, paulista e andaluz, brasileiro e espanhol. Neto de imigrantes e exilados por três costados (espanhol, austríaco e italiano) e brasileiro da gema por um costado (a tríade miscigenária da Terra de Santa Cruz). Graduado primordialmente em História pela antiga Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras de Catanduva e em outras “coisas” — a grande palavra medieval! — da universitas magistrorum et scholarium. Em religião, cristão reformado. Em política, conservador libertário. Em futebol, palmeirense. Eis os crivos básicos. Ouso escrever sobre aquilo que me chama a atenção.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *