Derradeira Vitória [letra de música]

para a melodia de “Lacrimosa”,
de Zbigniew Preisner

Escuta o silêncio que murmura,
Escuta porque aí vem a secura
E os regatos e bosques que vês
Serão deserto, vácuo e planura.
O galo cantará às falanges suas
E ás águias perderão as plumas!

Não ousas reconhecer esta voz
Que escreve lamentos em Sião?
Lembra-te outra vez que és pó
E que o granito já está talhado
E que a hera foi ontem semeada,
E que o tempo é finita imensidão.

O rebento do pardal quer voar,
Quer alcançar o mistério sideral
Sem ofegar, sem à sede ceder,
Sem deixar de ser pobre pardal.
Como é puro o canto dos anjos!
Ao paraíso eles me conduzirão?

Quem quaeritis in sepulchro? (bis 18x)

Autor: Dayher Giménez

28 de abril de 1989, A.D.: nasci. Desde então, penso. Pindoramense e granadino, paulista e andaluz, brasileiro e espanhol. Neto de imigrantes e exilados por três costados (espanhol, austríaco e italiano) e brasileiro da gema por um costado (a tríade miscigenária da Terra de Santa Cruz). Graduado primordialmente em História pela antiga Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras de Catanduva e em outras “coisas” — a grande palavra medieval! — da universitas magistrorum et scholarium. Em religião, cristão reformado. Em política, conservador libertário. Em futebol, palmeirense. Eis os crivos básicos. Ouso escrever sobre aquilo que me chama a atenção.

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