Bella fantina, i’t’ho donato il cor

Se por muito tempo pensas,
Terei logo a cabeça suspensa
E os olhos dormidios cerrados
Em direção ao teu telhado.

A atenção logo se acaba,
Como grande vela em pequeno mastro,
Quando a mente desaba
Sobre o coração seu intelectivo lastro.

Se por muito tempo pensas,
Amenizas sim as desavenças,
Mas o preço duas vezes pago
É o de perder também o afago.

Enquanto meditas da torre marfínica,
Enquanto supões quimeras
De sonhos livres da penumbra empírica,
Os castelos louvam taperas.

[10.4.2006, segunda-feira]

Autor: Dayher Giménez

28 de abril de 1989, A.D.: nasci. Desde então, penso. Pindoramense e granadino, paulista e andaluz, brasileiro e espanhol. Neto de imigrantes e exilados por três costados (espanhol, austríaco e italiano) e brasileiro da gema por um costado (a tríade miscigenária da Terra de Santa Cruz). Graduado primordialmente em História pela antiga Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras de Catanduva e em outras “coisas” — a grande palavra medieval! — da universitas magistrorum et scholarium. Em religião, cristão reformado. Em política, conservador libertário. Em futebol, palmeirense. Eis os crivos básicos. Ouso escrever sobre aquilo que me chama a atenção.

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